CLIC Mulheres é a oficina que tira servidoras públicas da posição de usuárias de sistemas e coloca no lugar de autoras de tecnologia. Em um ciclo curto, cada participante sai construindo seu próprio assistente de IA e um aplicativo funcional — sem precisar programar uma linha de código.
Não é "curso de ferramenta". É um exercício de ruptura identitária — baseado em letramento digital crítico, engenharia de prompt estruturada (método PTCF) e construção assistida de sistemas (vibe coding). E parte de uma leitura clara: a sub-representação feminina em tech não é falta de qualificação — é barreira estrutural.
Não é mérito, não é esforço, não é talento. A sub-representação feminina em tecnologia e em cargos de liderança no Estado é sustentada por barreiras estruturais — históricas, simbólicas, materiais — que a literatura acadêmica já nomeou com precisão.
A página Dados traz o retrato geral do analfabetismo digital no Estado. Aqui, o recorte é específico: o que os dados mostram sobre mulheres, tecnologia e liderança pública — o terreno exato onde a oficina CLIC Mulheres atua.
A oficina Servidoras no Comando Digital é desenhada em quatro blocos que fazem uma jornada completa: do diagnóstico do medo ao aplicativo funcionando. Nenhum bloco ensina só ferramenta — cada um ataca também uma camada da barreira estrutural.
Diagnóstico coletivo de nível (nunca usei / perguntas simples / produzo conteúdo / já criei com IA). Desarme do medo. A IA apresentada como "nova estagiária": amplia o raciocínio, não o substitui — e não é mágica.
Engenharia de prompt com método PTCF + Limites. Aprendem que prompt ruim gera trabalho, prompt bom gera entrega. Constroem seu primeiro assistente de IA para uma dor real da rotina. Regras de ouro de dados no serviço público.
Construção de aplicativo descrevendo em linguagem natural. O assistente de texto é o cérebro; o aplicativo, o painel de controle. Cada participante gera uma solução funcional do zero — e sai com link público.
Conexão com a rede ASCENDA, acesso à plataforma de continuidade, entrega do Certificado de Autora de Tecnologia. Não termina na sala — continua no grupo e na plataforma.
A espinha do método. Cinco campos que transformam prompt vago em instrução precisa — exatamente a disciplina que distingue quem usa IA de quem manda nela.
Quem a IA precisa ser para executar a tarefa.
O que exatamente precisa ser entregue.
A realidade institucional em que a resposta será usada.
A estrutura concreta da entrega (tabela, texto, lista…).
O que a IA não deve fazer — inclusive em termos de dados sigilosos.
A oficina CLIC Mulheres é prática porque a virada identitária só acontece quando a pessoa sai da sala com algo que ela construiu. Não é prova de conceito abstrata — é solução aplicada a uma dor real do trabalho dela, no dia dela, no órgão dela.
Construído com o método PTCF, voltado a uma dor real da rotina: organizar processos do SEI, redigir minutas padronizadas, resumir documentos extensos, preparar análises iniciais de pareceres.
Interface funcional criada via vibe coding — painel de acompanhamento de prazos, ferramenta de triagem de demandas, sistema de apoio à decisão. Com link público e uso imediato.
Não é "participação": é autoria. Registra, na trajetória da servidora, a transição formal de usuária de sistemas para criadora de soluções tecnológicas no serviço público.
Vibe coding e IA generativa são ferramentas novas, e o mercado está cheio de cursos que vendem como se fossem mágica. Não é. A oficina CLIC Mulheres só funciona porque assumimos os limites da tecnologia em voz alta — inclusive para as próprias servidoras. Três recortes que deixamos claros desde o primeiro minuto:
O aplicativo gerado via vibe coding é um ponto de partida funcional para dialogar com a TI do órgão — não substitui análise de requisitos, homologação, LGPD aplicada, manutenção versionada. A servidora sai autora; a solução ainda precisa de engenharia.
Regras de ouro explícitas desde o Bloco 02: nunca CPF, nunca processo sigiloso, nunca dado do cidadão em ferramenta aberta. Quando disponível, usar Copilot corporativo homologado. Ensinamos a distinção — e o risco de shadow IT.
A oficina abre a porta. A maturidade crítica — auditar alucinações, interrogar fontes, avaliar viés — é um caminho mais longo. Por isso existem a plataforma ASCENDA, a rede de continuidade e os ciclos estendidos que vêm depois.
A plataforma ASCENDA sustenta o que a oficina abre. Cinco trilhas progressivas (autonomia digital, literacia de dados, engenharia de prompt, vibe coding, liderança digital), catálogo curado com 70+ ferramentas filtradas por categoria, gratuidade e controle de dados, diagnóstico inteligente que recomenda o próximo passo, rede via grupo de servidoras.
A plataforma é a resposta ao gap de tempo da oficina — onde 80 minutos desarma, a plataforma forma. E onde a formação acontece, a rede sustenta.
Sueli — a assistente que acompanha cada servidora dentro da plataforma.
Adaptados ao ritmo real das compras públicas e à maturidade da área que está contratando. Do primeiro contato com o método à instalação de capacidade permanente.
Uma turma, 80 minutos, até 15 servidoras. Ideal para secretarias de mulheres, eventos institucionais, semanas temáticas, ativações pontuais. A forma mais rápida de entregar um primeiro ciclo completo.
Trilha de 3 a 5 oficinas ao longo do ano, com acesso estendido à plataforma ASCENDA, acompanhamento das soluções desenvolvidas e encontros de rede. Para órgãos com programas de equidade em curso.
CLIC Mulheres como programa institucional de formação digital feminina. Trilhas integrais, curadoria de soluções, plataforma customizada, governança e métricas de impacto. Capacidade permanente.