CLIC é um centro de Letramento, Inovação e Competências Digitais dedicado a formar servidoras e servidores públicos capazes de ler, criticar e desenhar a tecnologia que já decide por eles — antes que a tecnologia decida por todos.
Não somos uma consultoria. Não vendemos plataforma. Formamos pessoas, documentamos práticas e devolvemos ao Estado a capacidade de decidir com autonomia técnica sobre a própria transformação digital.
Há uma corrida — financiada, acelerada, frequentemente bem-intencionada — para implantar inteligência artificial em todos os andares do serviço público brasileiro. O problema não é a corrida. O problema é correr sem saber para onde.
Servidoras e servidores são convocados a "usar IA" sem que jamais tenham sido formados para entender o que a IA decide em seu nome. Gestores assinam contratos de plataformas cujos modelos não conseguem auditar. Cidadãos recebem respostas automatizadas sem saber que foram automatizadas.
CLIC nasce dessa inquietação. Não para resistir à transformação — mas para garantir que ela seja feita por quem conhece, no detalhe, o tecido institucional que está sendo transformado.
Formamos competências, publicamos métodos, abrimos código. Tratamos a administração pública como destinatária de conhecimento sofisticado, não como consumidora de soluções empacotadas.
O nome é simples porque o trabalho é complexo. Cada letra responde a uma lacuna concreta que observamos, por dentro, no Estado brasileiro.
Ler tecnologia como se lê um processo administrativo: com vocabulário, contexto e poder de questionar. Formamos quadros capazes de interrogar sistemas — não apenas operá-los.
Inovação pública não é moda: é a disciplina de redesenhar serviços com método, sem abandonar legalidade, impessoalidade ou controle social. Ensinamos a diferença.
Trilhas formais, avaliáveis, transferíveis. Do básico ao avançado. Letramento de dados, governança, prompt crítico, desenho de processos, ética aplicada à IA no setor público.
Secretárias, diretoras, coordenadoras que precisam decidir sobre IA sem serem capturadas pelo vendedor.
Analistas que operam processos e querem entender o que o algoritmo está, de fato, fazendo.
Labs, núcleos e comitês de transformação digital que precisam de método, não de deck.
Controladorias e auditorias diante da fronteira da auditabilidade algorítmica.
Cada produto atende a um ciclo de contratação e a uma realidade institucional. Do programa longitudinal à assessoria direta, todos entregam soluções aplicadas ao trabalho real do órgão.
Mapeamos o ponto em que o órgão realmente está — não o ponto em que ele diz estar nos slides.
Desenho de formação por público, por maturidade e por processo crítico. Sem pacote único.
Cada turma trabalha em um problema real do órgão. Formação e entrega andam no mesmo passo.
Publicamos métodos, modelos e decisões. O conhecimento fica na instituição, não na consultora.
Se você é responsável por formação, inovação ou transformação digital num órgão público, podemos começar com uma conversa de quarenta minutos — sem proposta pronta, sem deck.